Escombros

7.1968

Quis o vazio nos dias todos dissidentes dos desejos cheios de todo o nada

Não achei o eterno em todas as letras que acabam ao fim da página

A arrogância fez o tolo ser mais auto que o batente da porta que leva à saída

Conto de novo a história toda para de novo o tolo refazer o bolo recheado de mentiras todas

Mesmas rimas

Mesmos cortes

Mesmo tudo é nada igual

Quem mais sabe do idiota que beira o caminho sem nunca tentar olhar do avesso

Torpes ao vento são o ditos dos sábios de varanda que nem sabem diferenciar o bem

Cansei de tentar agora quero fazer

Logo me dirão que errei, perdi, acabei

Um dia volto a ser quem nunca fui para reconhecer o bem nos dias maus que encontro hoje

O mau acaba

O mau existe

De mal me viste sem sorrir de novo

Outra vez e nunca mais

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Só tem tolos

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Ouvindo os versos

diversos

me sinto perverso

por ser controverso

mais que um café expresso

que não tem sucesso

e esse eu sempre peço

que o grande público não tenha acesso

afinal o coado que deveria ser

em geral é deixado de lado porque pra ele você diz “não me interesso”

mas esquece os caminhos tolos de que nem sabe da verdade

quero seguir passos certos de quem rejeita a maldade

o céu se põe a noite vem

e nesse corre do viver eu não encontro ninguém

que perceba a verdade na beleza de ser justo

só que o outro só que ser reproduzido no busto

enfrenta os fatos nego

todo homem da lei vive de esperar o arrego

então milito

querendo uma dose de esperança pra suportar o conflito

insisto

pareço até criança de tanto falar do prometido

indico

sei que palavras não enchem pança mas o sumo da aliança é a ressurreição de quem não foi corrompido

entendido?

Rumo ao norte

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Todo o universo está e é no tempo sujeito ao que não tem fim

O café na manhã anima o dia que acaba com a noite

Para andar no mundo é preciso uma origem e um destino

Tentam todo o tempo sem alento no alimento que carrega o vento

Esconderijo dos desejosos são as vidas de quem está longe do outro

Refúgio seguro é um pessoa que vive mesmo tendo morrido outra morte

Sábio não é tudo poder

Pode-se o que quiser

Limites se desfazem

Tudo é teu

O reino

O poder

A glória e eu

Para os dias tristes

julieta

Lamento não cabe aos que fazem da gratidão o sustento da saudade

O que passou, quem passou, o passado teve estado sólido mesmo hoje não sendo

Quem disse tudo não construiu nada

Nuvens cobrem o céu que não é eterno

Os tolos fazem tudo pra dizerem ter mais que eu

Os sábios pisam o chão sabendo que um próximo passo é que o faz andar

Agenor cantou pra se encontrar e mostrou o caminho para todos

Aos com ouvidos os gritos

Aos queridos o choro

Aos que se encontram que encontrem os olhos que fazem valer a pena

Pois nem a dança de Elena impediu a dor de não viver

Encontro amigos então

A beleza insistente no esperado dito antes

Palavras doces suportam o tolo que errará de novo

Hoje sei

Me lembre amanhã

De novo e de novo

Abuso

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Seu olhar me invadiu antes que eu cruzasse a rua

Sua palavras me fizeram fraca quando eu me achava bela

Seus passos

Passos

Olho ao redor

Ninguém

 

 

Grito

 

 

Pó, sangue, secreção

 

 

Ando na cidade que não oferece amor

Todo toque me destrói

Passos

Falsos

Acabou, mas não tem mais fim

Eles não nos querem

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Atropelo os desejos decompostos nos sentidos das mãos fartas de nada fazer

Reencontro os tons mais graves da leve brisa que estronda no silêncio do que não é vazio

Tento apenas lhe mostrar as partes todas dos dizeres de vozes que não sabem palavras

Fujo ao novo demonstrando o que antes era sem nunca ter sido

Digo tudo pra que os ouvidos não desprezem a ameaça dos maus desejos

 

Eles não querem que pensemos

Eles não querem que dancemos

Eles não querem que corramos

Eles nos querem de canto em canto sem jamais cantar

Nós não estamos nos seus quereres

 

Toma o doce e vá brincar no quarto

Mata-me antes idiota e seus golpes todos marcarão o tempo

 

Não paremos o que queremos

Cheguemos mais perto até que o sangue escorra e não haja mais tolos de coroa

Sozinhos nunca mais

Pra quem nunca esteve aqui

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Quis te ver várias vezes, mas sem ter a certeza de te encontrar

Você não sentiu a dor da separação, ainda que em você estivesse a esperança da união

Contei cada ano seu, só que você nunca fez aniversário

Sempre imagino como seria se você estivesse aqui, acho que me entenderia

Já me falaram dos seus olhos, nunca te vi de longe

Tentaram me explicar como você foi embora, ninguém veio ocupar o seu lugar

Desejava que no encontro dos nossos você também estivesse, nem no natal acontece

Queria ter subido na árvore com você, passei na frente de casa e ela não está mais lá

Tenho saudades de quem nunca esteve aqui, tenho esperança de um dia te ver sorrir

Todos mandam abraços, ainda te espero

Meu amigo, meu irmão