Foram-se

lost-in-translation

Em meio ao verde o caos

Gritos todos pra dizer o inaudível

Corremos sós quando o do lado se vai

Meses se fazem anos na lembrança de um adeus

O toque distante faz sentir

E ao redor o que querem?

Ninguém presta atenção

Você prestava atenção

Prefiro a solitude à solidão

Vá embora de novo e me deixe só

Não quero mais um abraço que não é meu

Sozinho prefiro olhar o tempo

O imaterial não tem espaço

Mas o que encontro se desfaz e não encontro outra vez

Advertisements

Loucura minha

her-screen-shot

A loucura me domina

Toda normalidade me parece sem forma e vazia

Nada são o que arrisca tudo sem nada ter

Todos são tantas coisas que o tempo nem pode conter

A morte não afeta o eterno

Loucura de homens que não sabem amar

Ouço de novo por saber que nem preciso dizer para estar

Entendo pouco

Sou louco

Só quero algo que transcenda o estado

Matéria que morre e fede

Renovo

Quero pouco

Só alguém pra amar

Dança de Chronos

The painting SATURN by the Spanish artist GOYA.

Conheci o cinza tão de perto que do branco não percebo mais a luz

Primárias vezes de encontros rápidos se desfazendo no tempo que não tivemos

Confesso o prazer de permanecer de novo no abismo seu

O sol está lá

Enxergo de novo até o fim do dia

Ele fala ao outro para me orientar na subida de volta ao ar

Eles se encontram mesmo um morrendo para que o outro viva

Olho o abismo e desejo

Gosto de ser

Não sei ter

Tudo de novo pelo prazer

Pois é no encontro que se dá a noite e nela não há luz

Escombros

7.1968

Quis o vazio nos dias todos dissidentes dos desejos cheios de todo o nada

Não achei o eterno em todas as letras que acabam ao fim da página

A arrogância fez o tolo ser mais auto que o batente da porta que leva à saída

Conto de novo a história toda para de novo o tolo refazer o bolo recheado de mentiras todas

Mesmas rimas

Mesmos cortes

Mesmo tudo é nada igual

Quem mais sabe do idiota que beira o caminho sem nunca tentar olhar do avesso

Torpes ao vento são o ditos dos sábios de varanda que nem sabem diferenciar o bem

Cansei de tentar agora quero fazer

Logo me dirão que errei, perdi, acabei

Um dia volto a ser quem nunca fui para reconhecer o bem nos dias maus que encontro hoje

O mau acaba

O mau existe

De mal me viste sem sorrir de novo

Outra vez e nunca mais

Só tem tolos

nights-of-cabiria-5

Ouvindo os versos

diversos

me sinto perverso

por ser controverso

mais que um café expresso

que não tem sucesso

e esse eu sempre peço

que o grande público não tenha acesso

afinal o coado que deveria ser

em geral é deixado de lado porque pra ele você diz “não me interesso”

mas esquece os caminhos tolos de que nem sabe da verdade

quero seguir passos certos de quem rejeita a maldade

o céu se põe a noite vem

e nesse corre do viver eu não encontro ninguém

que perceba a verdade na beleza de ser justo

só que o outro só que ser reproduzido no busto

enfrenta os fatos nego

todo homem da lei vive de esperar o arrego

então milito

querendo uma dose de esperança pra suportar o conflito

insisto

pareço até criança de tanto falar do prometido

indico

sei que palavras não enchem pança mas o sumo da aliança é a ressurreição de quem não foi corrompido

entendido?

Rumo ao norte

howls_moving_castle_concept_art_background_07

Todo o universo está e é no tempo sujeito ao que não tem fim

O café na manhã anima o dia que acaba com a noite

Para andar no mundo é preciso uma origem e um destino

Tentam todo o tempo sem alento no alimento que carrega o vento

Esconderijo dos desejosos são as vidas de quem está longe do outro

Refúgio seguro é um pessoa que vive mesmo tendo morrido outra morte

Sábio não é tudo poder

Pode-se o que quiser

Limites se desfazem

Tudo é teu

O reino

O poder

A glória e eu

Para os dias tristes

julieta

Lamento não cabe aos que fazem da gratidão o sustento da saudade

O que passou, quem passou, o passado teve estado sólido mesmo hoje não sendo

Quem disse tudo não construiu nada

Nuvens cobrem o céu que não é eterno

Os tolos fazem tudo pra dizerem ter mais que eu

Os sábios pisam o chão sabendo que um próximo passo é que o faz andar

Agenor cantou pra se encontrar e mostrou o caminho para todos

Aos com ouvidos os gritos

Aos queridos o choro

Aos que se encontram que encontrem os olhos que fazem valer a pena

Pois nem a dança de Elena impediu a dor de não viver

Encontro amigos então

A beleza insistente no esperado dito antes

Palavras doces suportam o tolo que errará de novo

Hoje sei

Me lembre amanhã

De novo e de novo