Lamento no tempo

pixo simples

Certo, certo, certo, não erra no seu falar

real nos relativos dos tempos que te fazem absoluto

errado todo que não te faz certo de ser todo

poder pra ela, pra ele, pra mim e pra ninguém

errado gritar nos lados na busca simples de ser alguém?

Muros demais pra falarmos de virtudes

espera o portão baixar, o segurança passar, o mentiroso errar

rabisco a ceda que se consome na sua doçura da ilusão

somos do tempo que falar te faz alguém

mas o ouvir não cabe a ninguém!

Diferente demais para crer no amor

puro demais para perceber o valor

entendido demais para se dar ao labor

não me acorde com essas desculpas por favor.

 

Levanto então,

pego o livro nas mãos em busca de responder à mim as questões do ser

existo no tempo que foi feito pra se ser eterno

morrer é pra quem só sabe dos muros,

tem pão e agradeço, o poder é ser maior então?

Só sei ser eu no olhar pro infinito que compreende as eras

chego ao fim e vejo

não sangro, canso ou choro

se contar você acreditará?

Siga na rua, corra pro centro, olhe o olho

talvez assim se aprenda a amar

só não tente sem antes perceber o amor

suspiro, fim!

 

 

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